Sem saber de onde vim
ou para onde vou,
sigo reto as linhas curvas
de uma vida quase morta...
Emprestando cor a imagens
tons de cinza desfiguro o belo
numa inexorável
dança de lágrimas...
Quando algo bom de sentir
antagoniza pintando
em meu céu versões do real
que eu nunca, mas nunca
quis enxergar...