Entre sem bater...

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Curitiba carmesim



   Vento frio, me corta o rosto, 
   Curitiba carmesim...


   Suas ruas são estradas, 
   sem barreiras nem paradas,
   que em noites mal amadas
   me empurram para o fim...


   Mas nem sempre foi assim,
   vida e morte Severina,
   de esquina em esquina
   a procura de ninguém...


   Se nasci pra ser selvagem,
   ou bobagem outra qualquer,
   nesses punhos tem coragem,
   da bazófia à sacanagem
   peito tudo que vier...


   Pé descalço, 
   mais uns tragos, um começo...


   Nem a noite se aprofunda,
   em vielas, becos, bocas,
   tocas, celas sujismundas
   que arrasam corações,
   vem segunda vai segunda,
   entre raios, mal dizeres,
   chuva rala e furacões,
   heavy meta,l cana braba,
   linguarudos, falastrões,    
   ponho a ferro em demasia
   de tristeza e de alegria
   mil segundas intenções...


   


          
   

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